Todos os posts de Matheus Machado

descontexto

emoticons

da @marianabololo
bololos.wordpress.com

ela escreve bêbada, depois de uma epifania na madrugada, eu leio às 9 da manhã, entediado no trabalho. eu escrevo com os nervos à flor da pele, logo depois do acontecido,  ele lê 4 dias depois, à luz de novos eventos. ela escreve depois de muito pensar, ele responde a primeira coisa que lhe veio à cabeça.

 eu escrevo mal, você lê com pressa.

Continuar lendo

A tal da tarifa

da @marianabololo
bololos.wordpress.com

Ainda é janeiro, mas nos jornais vejo 30 mil pessoas sendo dispersadas pela polícia de São Paulo com tiro, porrada e bomba. Os colunistas da TV repetem a ladainhavandalismo, baderna e quebra-quebra. Entre os comentaristas de portal as reações são confusas: de um lado os olavetes acusam os jovens mascarados de serem milícia bolivariana do Foro de São Paulo”, do outro os governistas afirmam que o tal black bloc é uma “milícia financiada pela CIA. Em um dos vídeos tenho a impressão de escutar alguém gritar “não vai ter olímpiadas” e um frio me percorre a espinha. Confuso, não sei bem se é 2015 que não esperou o carnaval pra começar ou se é 2013 que ainda não acabou.

Continuar lendo

Em defesa do anonimato

Na última semana uma série de diminutas manifestações defendendo o Golpe Militar varreu o país. Mesmo com participação ínfima, eles receberam ampla divulgação da mídia empresarial e um bom espaço como denúncia nas mídias alternativas de esquerda.

Embora o Brasil tenha um longo histórico de manifestações conservadoras,  a ideia de manifestações em defesa da repressão é uma novidade para quem, como eu, cresceu na Nova República. A verdade é que desde as Jornadas de Junho tenho visto várias novidades pelas timelines e ruas por aí, e devo admitir que ando um pouco perdido. Meus próximos posts no Mexidão são frutos das inquietações que tenho tido desde Junho.

Continuar lendo

amigão

uma releitura de raoul vaneigem

paro na porta da cozinha, confiro o uniforme, o avental, a caneta, o bloquinho, a bandeja e, por fim, o sorriso. respiro fundo e percebo que minha alma, ao contrário da do ex-ministro, não cheira a talco, mas a cerveja velha e gordura queimada.  na minha cabeça ecoa a checklist do criolo: “vamos às atividades do dia: lavar os copos, contar os copos e sorrir a esta borda rebeldia”. entro na pista

Continuar lendo