Categoria: Couve

Beatnik de boutique

O fascínio pelo passado é uma merda. Uma merda gigante, principalmente quando a gente é tão ligado a essa merda por laços completamente pessoais, dos quais a gente não consegue escapar nem explicar facilmente. Não se trata de um passado pensado, refletido, mas de fantasia, pura fantasia; tem, aliás, sempre um lado racional da gente, um lado do caralho, honesto, íntegro, que te avisa: “olha, a melhor época para se viver é hoje, por mais lixo que seja”. Mas quem disse que eu escuto? Mudei-me pra década de 50.

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