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Quilombos nas Minas, com Pablo Lima

Puxa cadeira e enche o copo lagoinha porque nesse episódio quem veio trazer um tempero especial para o nosso mexidão foi Professor e historiador Pablo Lima da Universidade Federal de Minas Gerais. Debatemos sobre memória, organização e insurgência quilombola na Minas Colonial. Assim como, a discussão sobre cultura e história afro-brasileira na escola.

Nosso cozinheiro convidado:
Pablo Luiz de Oliveira Lima é Professor do Departamento de Métodos e Técnicas de Ensino da Faculdade de Educação (FAE\UFMG) Graduado em História pela UFMG com mestrado e doutorado na mesma instituição e Pós-Doutorado no Connecticut College e na Rice University, EUA. Autor do Livro “Marca de Fogo – Quilombos, Resistências e a Política do Medo – Minas Gerais – Século XVIII” pela Editora Nandyala.

Agradecimentos 
FTS Estúdio 
UaiPod

Sugestões para o Menu:
Documentário Guerras do Brasil – https://vimeo.com/331038099 (trailer)
Lado Black podcast – https://www.ladoblack.com.br/
Bacurau – https://www.youtube.com/watch?v=1DPdE1MBcQc (trailer)
O Movimento Negro educador: saberes constituídos nas lutas por emancipação https://www.livrariavozes.com.br/movimento-negro-educador8532655793/p
Revolução Africana – Uma antologia do pensamento marxista https://autonomialiteraria.com.br/loja/teoria-politica/revolucao-africana-uma-antologia-do-pensamento-marxista/
África: colonialismo, genocídio e reparação http://editorasundermann.com.br/?product=africa-colonialismo-genocidio-e-reparacao
Libertação Negra e socialismo + O mito da democracia racial (combo quilombola) http://editorasundermann.com.br/?product=combo-quilombola-libertacao-negra-e-socialismo-o-mito-da-democracia-racial

Trilha sonora
Clã Nordestino – coração feito de África
Djonga – Corra
Djonga – Olho de Tigre
Gog – Fogo no Pavio
Gilberto Gil e Caetano Veloso – Haiti
Rincon Sapiência – Crime Bárbaro
MC Thaíde e DJ Hum – Afrobrasileiro

Perseguição a professores nas instituições privadas, com Clarice Barreto

Depois de um longo regime, e sob um novo regime, o mexidão está de volta! Em tempos de neofascismo tropical, Bozonaro, ministro da má educação, Itamaraty terraplanista, DiCaprio incendiário e vaza jato dos “conje” nossos cozinheiros Firminia (@firmis), Sulivan (@kakashi10) e Matheus (@coalacroata) convidam a socióloga Clarice Barreto que é diretora do Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (SINPRO) para debater o Escola Sem Partido e os casos de perseguição a professores.

Nossa cozinheira convidada:
Clarice Barreto, Graduada em Ciências Sociais pela UFMG e Mestrado em Ciência Política (UFMG). É professora universitária e atualmente, é vice-presidente e diretora de comunicação do Sinpro-Minas.

Je suis la petite bombe nigériane

petit bombe

Quando voltei de viagem me deparei com uma série de notícias e manifestações de solidariedade aos jornalistas e cartunistas mortos em Paris por dois irmãos “franco argelinos”. Isso me fez lembrar o atentado recente ocorrido na maratona de Boston, no qual também dois irmãos de naturalidade “checheno-americana”, nascidos no Quirguistão e na Rússia, foram igualmente caçados.

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Eixo Rio/São Paulo, eu sei que você treme

por Bruno Vieira

Pode parecer que o título faça uma elegia ao título conquistado pelo Atlético, o campeonato da Copa do Brasil. Você se enganou, porque não vou falar somente dele, mas dos nossos times locais – que estão jogando água no chope dos times paulistanos e cariocas; mais importante que isso, estão azedando o leitinho dos comentaristas das emissoras nacionais. Continuar lendo

Quando a Câmara de Vereadores se une à Prefeitura de Belo Horizonte para boicotar a participação popular

Por Débora Vieira*

Não é segredo algum o fato de que há anos a Câmara Municipal de Belo Horizonte tem funcionado mais como um escritório de despacho das decisões do poder executivo do que como um espaço de exercício do poder legislativo. Em outras palavras: em vez de trabalhar como um intermediário entre as demandas da população e de, sempre que necessário, fiscalizar o trabalho realizado pelo prefeito, nossos vereadores – em sua maioria aliados políticos de Marcio Lacerda – não têm medido esforços para atropelar toda e qualquer oposição que se faça às vontades do prefeito. E assim, nos últimos anos, a cidade assistiu ao aumento de mais de 150% no valor do IPTU, em 2010; à venda indiscriminada de terrenos públicos; ao substancial aumento da dívida pública da cidade; além da possibilidade de ter que engolir, em breve, o aumento de até 250% no valor do ISSQN. Tudo isso tendo de conviver com um modelo urbanístico falido, que privilegia os prédios e os carros em detrimento do trânsito de pessoas e da convivência entre elas.

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A quem interessa o adjetivo “universitário”?

Eu estou pesquisando um meio de cancelar meu diploma universitário. Estou ficando com medo de ser confundido com um produto do moedor de carne midiático em que se transformou o ensino superior e os processos a ele associados (escola, vestibular, mercado de trabalho etc).

Todos conhecemos o seguinte script:

  1. alguém abandona a faculdade ou é rejeitado por ela;
  2. essa pessoa realiza algum feito de grande sucesso e se torna modelo e inspiração pra muita gente.

Esse tipo de história é contada da seguinte maneira: o sucesso foi atingido apesar do abandono da faculdade. Eu desconfio do seguinte: o sucesso foi atingido justamente por causa do abandono da faculdade. (A noção de sucesso aqui ventilada não inclui traficantes, políticos profissionais e outros tipos de marginais bem-sucedidos financeiramente, não olhe pra mim desse jeito).

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