Todos os posts de mexidao

5:29h

Foto da autora

Foto da autora

Madrugada, chuva batendo no telhado e insônia. 3:38 da manhã. Escrever, escrever é difícil. Boa parte dessa dificuldade é culpa da primeira frase do primeiro parágrafo. Continuar lendo

O que eu vou fazer com essa tal apropriação cultural?

E o debate vai e volta. Volta e vai, e bate na cara. E reaparece. Depois de uma detida conversa que tive no ônibus domingo passado (25), retornando do Encontro de Comunicadores do Vale do Jequitinhonha, realizado em Pedra Azul (MG), resolvi tentar escrever algumas palavras sobre esse assunto. Que de simples não tem absolutamente nada. Algumas imagens que vi essa semana me deixaram com uma pulga atrás da orelha sobre isso. Como a foto de uma grife que agora está usando o tema dos Orixás para se promover. É, eu estou dizendo que é estratégia capitalista para ganhar mercado, sim.

“Vem despertar teu Exu mais empolgado”??? CARA, cês não sabem com o que estão brincando… Ah, mas não sabem mesmo… Se soubessem, não brincavam…

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Je suis la petite bombe nigériane

petit bombe

Quando voltei de viagem me deparei com uma série de notícias e manifestações de solidariedade aos jornalistas e cartunistas mortos em Paris por dois irmãos “franco argelinos”. Isso me fez lembrar o atentado recente ocorrido na maratona de Boston, no qual também dois irmãos de naturalidade “checheno-americana”, nascidos no Quirguistão e na Rússia, foram igualmente caçados.

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Eixo Rio/São Paulo, eu sei que você treme

por Bruno Vieira

Pode parecer que o título faça uma elegia ao título conquistado pelo Atlético, o campeonato da Copa do Brasil. Você se enganou, porque não vou falar somente dele, mas dos nossos times locais – que estão jogando água no chope dos times paulistanos e cariocas; mais importante que isso, estão azedando o leitinho dos comentaristas das emissoras nacionais. Continuar lendo

Quando a Câmara de Vereadores se une à Prefeitura de Belo Horizonte para boicotar a participação popular

Por Débora Vieira*

Não é segredo algum o fato de que há anos a Câmara Municipal de Belo Horizonte tem funcionado mais como um escritório de despacho das decisões do poder executivo do que como um espaço de exercício do poder legislativo. Em outras palavras: em vez de trabalhar como um intermediário entre as demandas da população e de, sempre que necessário, fiscalizar o trabalho realizado pelo prefeito, nossos vereadores – em sua maioria aliados políticos de Marcio Lacerda – não têm medido esforços para atropelar toda e qualquer oposição que se faça às vontades do prefeito. E assim, nos últimos anos, a cidade assistiu ao aumento de mais de 150% no valor do IPTU, em 2010; à venda indiscriminada de terrenos públicos; ao substancial aumento da dívida pública da cidade; além da possibilidade de ter que engolir, em breve, o aumento de até 250% no valor do ISSQN. Tudo isso tendo de conviver com um modelo urbanístico falido, que privilegia os prédios e os carros em detrimento do trânsito de pessoas e da convivência entre elas.

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Respeite os mais velhos

O vizinho do apartamento 803, um senhor idoso, de respeitáveis bigodes brancos e dois sobrenomes que jamais se separam, mandou, tempos atrás, avisar que nada será tolerado. Nenhum barulho, nenhuma indiscrição, nenhuma conduta que escape à normalidade. Não será tolerado que se beba, não será tolerado que se converse fora das horas em condomínio expressamente permitidas ou não prescritas em estatuto. Manda avisar que fará uso de sua autoridade de síndico, conseguindo, se cabível, infligir ao condômino subversivo, uma pesada multa em certa quantidade de cruzeiros, devidamente atualizada e corrigida e, ainda, uma belíssima e inplacável possibilidade de despejo a todos que se rebelarem contra tais regras.

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